A Open Source Initiative está a celebrar 20 anos da “marca” Open Source [1]. Em Portugal, celebramos 10 anos da marca ESOP [2].
A ESOP nasceu em finais 2007 pela mão de 12 empresas, num tempo que o software open source era usado essencialmente por uma elite de entidades tecnicamente sofisticadas e começava a ser objecto de curiosidade de algumas empresas vanguardistas, estando ainda fora do radar da maior parte das corporações tradicionais.
10 anos passados, o software open source tornou-se o novo normal para startups tecnológicas e aplicações online em geral, para supercomputação e inteligência artificial, mas também para muitos dispositivos do grande consumo.

Os tempos mudaram mas a missão da ESOP mantém-se exigente: seleccionar, produtizar e oferecer ao mercado o melhor do que há em open source, promovendo parcerias locais que viabilizem projectos de outro modo difíceis de executar e acrescentando valor nacional às ofertas standard já comoditizadas.

Seja como for, acabou definitivamente o tempo em que o conceito era novo, pioneiro, conceptual e disruptivo. Começou o tempo em que é preciso crescer, integrar, consolidar, monitorizar e entregar o melhor do open source com performance e segurança.
Para vender open source basta-nos olhar em volta, que a realidade fala por si. Continua a ser necessária a aposta na integração, resiliência, segurança, escalabilidade e profissionalismo.
Se é verdade que a internacionalização das empresas nacionais se tornou mais fácil, tal não é menos verdade para as empresas de outras geografias, por vezes de grande dimensão, com as quais há concorrência directa. Se é um facto que vender open source se tornou bastante mais simples, também é um facto que os avanços tecnológicos tornaram os clientes muito mais exigentes.
Está claro, pois, que os próximos 10 anos não se afiguram triviais. Os tempos mudaram mas a missão da ESOP mantém-se exigente: seleccionar, produtizar e oferecer ao mercado o melhor do que há em open source, promovendo parcerias locais que viabilizem projectos de outro modo difíceis de executar e acrescentando valor nacional às ofertas standard já comoditizadas.
Os próximos 10 anos de open source produzirão quase tudo do que é transversal em cloud, software as a service, machine learning, automação e IoT. Para as empresas da ESOP, esta circunstância é um desafio mas, acima de tudo, uma oportunidade.
[1] – http://opensource.net
[3] – https://trends.google.com/trends/explore?date=all&q=linux,ubuntu,android
[4] – https://news.netcraft.com/archives/2017/12/26/december-2017-web-server-survey.html














